The Strokes - Is This It [2001]



Lançado em Janeiro de 2001 o album Is This It foi considerado um sucesso de crítica e de vendas que bateram a casa de milhares de cópias vendidas em poucas semanas, o que fez com que a turnê do disco fosse acompanhada de casa lotada em todas as apresentações.

O álbum de estréia do Strokes é basicamente um álbum empolgante do começo ao fim, pois ele cria um clima de rebeldia rock and roll com uma levada mais suave o que parece ser o casamento perfeito da música nessa década.

A idéia não é original, é verdade, ela começou na década de 60 com os Beatles e ganhou força com grupos como Led Zeppelin e The Who, mas isso não quer dizer que a fórmula não serve mais e nem que ela não pode ser mais usada. Pode sim! Mas com sabedoria e por um grupo que consegue unir a técnica musical de baixo, guitarra e bateria com a habilidade do seu vocalista John Casablancas.

O disco começa com a faixa título Is this It, uma música “largada” que mostra que o Strokes veio a tona não pra atender nenhuma exigência da mídia musica que fica a todo momento rotulando as novas bandas de a última esperança do rock entre outras bobagens. Como canta Casablancas “I’m trying … and I don’t even like it”.

A segunda faixa é o single lançado antes do lançamento do disco chamado de Modern Age. Esse single causou um tumulto muito grande quando foi lançado em 2001 e acarretou em uma guerra de interesses entre gravadoras “pela maior banda de Rock and Roll em anos”. Posteriormente, os Strokes foram bastante divulgados, causando uma divisão entre os seguidores do Rock e revistas independentes: procurava-se saber se eles eram realmente os salvadores do Rock ou um punhado de jovens ricos com nomes legais e cópia do Velvet Underground. As duas bandas eram bastante parecidas tanto pelo estilo vocal de Casablancas, similar a de Lou Reed quanto pela alternância entre Hammond e Nick Valensi como guitarrista principal o que lembra Lou Reed e Sterling Morrison.

Em Hard to Explain, a banda combina seu garage rock com melodias grudentas, em uma canção que pode ser considerada uma das melhores músicas do disco. Is this it mostra toda a alegria que os Strokes têm como jovens, cheios de autoconfiança ao som de uma linha de baixo saltitante; Last Nite, Soma, Someday, e Take it or Leave It são os Strokes em seus momentos mais vigorosos. A banda é capaz de fazer a velha combinação guitarra-baixo-bateria parecer uma novidade para o ouvido dos roqueiros mais aficcionados.

Uma curiosidade sobre o disco Is this It é que a capa original do disco foi censurada nos Estados Unidos, mas que no Brasil continuou sendo a mesma. E a canção New York City Cops que acabou retirada do CD, na última hora, por conta dos ataques terroristas a NY, pois naquela época a mídia americana queria evitar ao máximo uma exposição dos “heróis” do 11 de setembro. Porém para a felicidade dos ouvintes não americanos a música foi incluída no CD distribuído para os outros países inclusive a versão brasileira.

Tamanho: 35 Mb
Ano de Lançamento: 2001
  1. Is This It
  2. The Modern Age
  3. Soma
  4. Barely Legal
  5. Someday
  6. Alone, Together
  7. Last Nite
  8. Hard to Explain
  9. New York City Cops/When It Started
  10. Trying Your Luck
  11. Take It or Leave It

Strokes - Live in Rio de Janeiro [2005]


O dia começa chuvoso, domingo, dia de referendo, enquanto muitos preferem decidir entre o sim e o não às armas, cerca de 30.000 pessoas estão mais preocupadas com a edição paulista do Tim Festival, afinal, é a primeira apresentação dos Strokes na cidade, e ainda por cima trazem juntos o Kings Of Leon e os canadenses do Arcade Fire, bandas admiradas pelo alto escalão do rock, de David Bowie a Eddie Vedder e Bono Vox. Mesmo sem ter ouvido um acorde, o festival promete ser mais um dos bons momentos musicais de 2005, e foi.

Depois de quatro shows, o cansaço é evidente, muitas pessoas são retiradas por bombeiros e levadas ao posto médico, por um milagre a chuva não cai, o único evento sobrenatural é o relato do terremoto que chacoalhou a região próxima à Arena Skol, porém, com tanta gente pulando seria impossível sentir algo, o único terremoto presenciado seria a apresentação dos nova-iorquinos do The Strokes.

É difícil entrar em detalhes sobre a importância dos Strokes, renegados pela própria cena musical de Nova York, cujo festival curiosamente trouxe um dos embriões da mesma, que atende pelo nome de Television. Os Strokes são um caso de amor e ódio, enquanto o modismo os coloca em evidência, refletindo sua influência nas roupas e penteados, a banda segue com seus trabalhos, mesclando o rock idealizado pela Nova York incendiária dos anos 70 e 80.

Ano de Lançamento: 2005
Tamanho: 70 Mb
  1. Hard to Explain
  2. Someday
  3. Soma
  4. Hawaii Aloha
  5. The Modern Age
  6. Automatic Stop
  7. You Only Live Once
  8. What Ever Happened
  9. 12-51
  10. Barely Legal
  11. Alone, Together
  12. Under Control
  13. Juicebox
  14. The End Has no End
  15. Trying Your Luck
  16. Last Nite
  17. Take It Or Leave It
  18. Reptilia
  19. Is This It
  20. New York City Cops
  21. Reptilia


Strokes - Room on Fire [2003]




Room on Fire foi um dos discos mais esperados de 2003. Todos, crítica, fãs, detratores ou qualquer pessoa que goste de música, estavam afoitos para ouvir o segundo disco dos queridinhos da América. Muita especulação rolou durante o tempo que os caras estavam em estúdio, falavam que iam mudar o som só porquê estavam gravando com o produtor do Radiohead - que tomou um pé na bunda rapidinho - no final gravaram com o mesmo produtor do primeiro disco. Isso significa que a banda não queria mudar? Nem que sim, nem que não. Room on Fire é um disco muito parecido com Is This It?, mas também é um disco um pouco diferente. O quê? Não entendeu? Calma aí que eu explico...

Em Room on Fire a banda foi mais fundo nas influências da new wave oitentista, colocando um pouco de lado o lance Velvet Underground que era muito presente no primeiro trabalho. Está é a maior mudança, se é que existe mesmo mudança, entre os dois trabalhos. Por outro lado, insistiram em usar um vocal com efeito, riffs parecidos, bateria no mesmo formato e tal. Para se ter uma idéia, todo o trabalho pode ser resumido em duas músicas 12:51, new wave padrão Television, e Meet Me in The Bathroom, a mais próxima do trabalho anterior, junto com The Way It Is. O problema é que no meio disso tudo a banda de Julian Casablancas exagerou na dose e até Oasis apareceu- é impossível não imaginar o Gallagher cantor, com o microfone acima da cabeça, cantando What Ever Happened, principalmente quando entra o refrão.

Os anos 80 reaparecem na levada das guitarras em Reptilia, chegando em alguns momentos a lembrar Billy Idol (!!!!), calma, que não é assim tão grave, o Strokes do primeiro disco ainda estão lá. O problema, ou será virtude (?), é que a banda pega muita timbres dos anos 80 e os usa em suas músicas, o detalhe nisso tudo é que, já nos anos 80, os grupos chupavam coisas dos 60. Até que os rapazes de Nova York conseguem captar a essência destas décadas

O resultado final deste disco é uma diluição do que já havia sido diluído. Para quem não viveu os anos 80, não cresceu ouvindo Joy Division, Jesus and Mary Chain, Television, o que o Strokes faz é novidade. Mas se o primeiro disco não tinha passado de um monte de roquinhos básicos e vocais cheios de efeitos, onde o hype criado foi muito maior do que a qualidade das músicas, pelo menos este Roon on Fire me agradou, já que me peguei assoviando algumas músicas e cantando o dia inteiro 12:51.

Ano de Lançamento: 2003
Tamanho: 30mb

  1. What Ever Happened
  2. Reptilia
  3. Automatic Stop
  4. 12-51
  5. You Talk Way Too Much
  6. Between Love & Hate
  7. Meet Me In The Bathroom
  8. Under Control
  9. The Way It Is
  10. The End Has No End
  11. I Can't Win

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